Sábado, 31 de Março de 2012

Cândido, de Voltaire


Voltaire é um excelente autor Francês, cada frase que escreve mais encanta a história, o enredo que consegue conjugar é de tal maneira forte que o leitor dificilmente se desprende do livro. A história é constante, com frases belas, imprimindo uma emoção atrativa no leitor, que torna fácil de compreender o conto narrado.

Segue-se a narração resumida:
Como Cândido viveu e foi expulso do famoso castelo.

Havia em Vestefália, no castelo do barão Thunder-tem-tronckh, um jovem dotado pela natureza com os sentimentos mais nobres. Possuía o raciocínio justo e o espírito simples, era essa a razão pela qual lhe chamavam Cândido.
A filha do barão, que se chamava Cunegundes, de dezassete anos de idade, era muito linda.
O educador Pangloss era o oráculo da casa e Cândido ouvia com todos os sentidos o que o mestre ensinava.
Cândido escutava tudo silenciosamente, atentamente e acreditava inocentemente em tudo o
que lhe era ensinado. Pensava que depois da felicidade de ter nascido barão, o segundo grau de felicidade era ter a menina Cunegundes, o terceiro consistia em vê-la todos os dias e o quarto era ouvir o professor Pangloss, o maior filósofo da terra inteira.
Com o avançar do tempo, Cândido e Cungundes enamoram-se, mas o barão apercebe-se da ‘causa-efeito’ e expulsa Cândido do paraíso terrestre.
Uma vez expulso, ou seja, finda da bela vida no castelo, este é enganado pelos soldados búlgaros, passando muita amargura, inclusive fome e maus tratos. Por entre uma tremenda batalha travada pelos reis, Cândido reencontra Pangloss, também ele num estado miserável, e toma conhecimento da morte da sua amada.
Após recuperar os sentidos, Cândido questiona-se sobre a ‘causa-efeito’ que Pangloss lhe ensinara, e só então percebe que toda essa situação se deve exclusivamente a esse sentimento consolador do género humano, conservador do Universo, a alma de todos os seres sensíveis, o terno amor.
Juntos, prosseguem caminho e ultrapassam múltiplas dificuldades. Entretanto, Cândido é levado por uma velha a um casebre onde está Cunegundes e fica admirado por ela estar viva e se encontrar em Portugal. Unindo esforços, conseguem fugir e iniciam uma longa e difícil viagem de regresso, viagem essa também ela plena de peripécias.
Já estavam no paraguaio, quando Cândido se apresenta como capitão alemão e conhecedor do exército búlgaro. O comandante, que também era padre, faz-lhe várias perguntas em alemão, para se certificar de que não era enganado. Quando Cândido lhe diz que era da feia província de Vestefália e que nasceu no castelo de Thunder-ten-troneckh, surpreende o comandante que logo o reconhece e o cumprimenta (trata-se do irmão de Cunegundes). Cândido diz-lhe que a irmã esta viva e logo se lembra que se Pangloss estivesse vivo, teria uma explicação para tudo o que se passara.
Cândido, depois de lhe contar que Cunegundes se encontrava em Buenos Aires e de manifestar a sua vontade de casar com ela, é agredido pelo comandante. Perante o ataque, Cândido puxa da espada e trespassa-o, chorando depois a morte do barão, irmão da amada.
A longa e atribulada história finaliza com o reencontro de Cândido, Cunegundes e Pangloss, que, felizes, vivem numa quinta.

A conclusão que tiro da história é que se aprende sempre com as histórias felizes, mas também se aprende com as infelizes. Para se distinguir o que é bom do mau, precisamos de ambos, ou como dizia o filósofo Pangloss: “tendo tudo sido criado para um fim, tudo é necessário para o melhor dos fins”.

Manuel Joaquim Ferreira
Ex-adulto do nível básico


Terça-feira, 13 de Março de 2012

"Equador", de Miguel de Sousa Tavares


Adoro ler, desde miúda que leio, recordo-me vagamente de algumas histórias infantis que o meu pai me comprava e ajudava-me a ler. Gosto muito dos romances do Miguel Sousa Tavares, nomeadamente “O Rio das Flores” e “Equador”.

O livro “Equador” é um romance muito descritivo e com muito enriquecimento, descrevendo, ao pormenor, São Tomé e Príncipe. Este foi um livro que me fascinou e apaixonou.

É um romance atrevido, com uma descrição tão detalhada que nos transporta para a história, viciando-nos na leitura e nos faz viver com os mesmos sentimentos que as personagens do romance. Através desta leitura ficamos a conhecer a ilha fantástica que é São Tomé e Príncipe, o seu clima e uma aventura cheia de mistérios e muito encanto.

Paula Xavier

Ex-Adulta do CNOForave - RVCC Nível Básico

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

“O Diário de um Mago”







“O Diário de um Mago” é um livro que retrata o quanto incrível a vida pode ser se a soubermos viver. O mais incrível neste livro é que ele não pretende ensinar nada – ou quase nada. No entanto, foi com esta grande viagem que aprendi que, pelo meu pé e com cada passo que dou na vida, eu sou absolutamente capaz de construir o meu próprio caminho, de atingir o meu sonho e conquistar o meu espaço.






Paulo Coelho coloca os seus pensamentos de uma forma mítica para serem compreendidos por nós, os leitores, da nossa própria maneira e de acordo com as nossas vivências.





Uma das minhas passagens favoritas do livro diz o seguinte: “O homem nunca pode parar de sonhar. O sonho é o alimento da alma, como a comida é o alimento do corpo. Muitas vezes, em nossa existência, vemos nossos sonhos desfeitos e nossos desejos frustrados, mas é preciso continuar sonhando, senão nossa alma morre e Ágape não penetra nela.”






Nesta frase, a personagem Petrus ensina a importância do bom combate a Paulo. O bom combate nada mais é do que a luta do dia-a-dia que cada pessoa passa.




Cátia Almeida

Formadora do CNO Forave

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Sem Piedade, de Miriam Ali

Este foi um livro que me ficou na memória muito pelo seu lado surpreendente e marcante, dado que conta a história de uma mulher que luta corajosamente pelas filhas. Trata-se de uma história verídica, cruel e dura…


O pai vende as suas próprias filhas… a mãe (Miriam) dá uma luta sem fim, enfrentando uma batalha incansável, de sofrimento e de coragem para salvar as suas filhas da submissão a que esteve votada toda a vida.


É um livro fascinante que nos transporta para lá do universo. Uma emoção a cada página… É um livro que nos conquista a cada leitura, que nos faz mergulhar num mundo/cultura diferente e que vale a pena ler.


Serve de testemunho a todas as mulheres de que noutro canto do mundo há mulheres que sofrem mais do que nós…


Leia este livro, certamente não ficará indiferente!


Fátima Teixeira


Adulta em processo de RVCC de nível básico

Terça-feira, 5 de Abril de 2011

O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos


A leitura é uma actividade enriquecedora, que nos permite viver a história de outra pessoa, sem que, na verdade, deixemos de ser nós próprios. Deste modo, um bom livro modifica-nos, dá-nos novos pontos de vista, fazendo desta acção uma experiência de vida inesquecível.

O livro que vou apresentar de seguida ilustra bem o que foi argumentado anteriormente. Em "O Meu Pé de Laranja Lima", do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos, somos transportados para uma realidade cultural e socialmente diferente da nossa. Trata-se de um livro bastante comovente, em que as emoções e os sentimentos da personagem principal são perfeitamente interiorizadas pelo leitor, quer pela riqueza das descrições do livro, quer pela simplicidade e clareza como elas são transmitidas pelo autor.

Neste livro, Zezé, uma criança com um coração maior do que o seu tamanho, vive e faz viver, emociona-se e emociona aqueles que com ele convivem, como o bruto pai, a doce professora e o amigo “Portuga”, um português com final trágico, que representa a amizade que, não sendo imediata, foi construída ao longo da obra e fortemente solidificada.

Este livro prova que as grandes obras não necessitam obrigatoriamente de ter enredo complicado ou palavras extraordinárias. Aliás, a beleza desta obra reside exactamente na simplicidade da escrita para retratar a complexidade do ser humano.

Trata-se de um livro que não nos deixa indiferentes e que está repleto de emoção e lágrimas, não só das personagens, mas também aquelas que transbordam pelo rosto do leitor. Por isso mesmo, não deve ser lido em locais públicos.

Maria Isabel Barbosa

Adulta em Processo de RVCC de nível Básico

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

"As Palavras que Nunca te Direi", de Nicholas Sparks




Recomendo este livro aos amantes de um bom romance, pois é deveras envolvente.
Nicholas Sparks, também autor do bestseller “O Diário da Nossa Paixão”, é sem dúvida um escritor intenso, que tem sempre mais para dizer acerca das emoções profundas, que fazem pulsar o nosso coração.
A história desenrola-se nas cidades de Carolina do Norte e Boston, nos EUA e retrata de uma forma profunda e envolvente, a história de um homem e de uma mulher, cujas vidas tinham aparentemente perdido o sentido, após dolorosas perdas sentimentais.
Quis o destino que as suas vidas se cruzassem, após uma série de mensagens, que Garrett lança ao mar, em garrafas seladas. Cartas latejantes de amor e saudade.
Durante umas férias à beira-mar, Theresa virá a encontrar uma dessas garrafas, que a fará despertar e partir à descoberta da verdade, sobre aquele homem e as suas memórias.
Ambos despertarão para um turbilhão de emoções e momentos inesquecíveis.
Escrito de uma forma simples mas pormenorizada, este romance envolto de suspense e emocionalmente intenso, trata com grande delicadeza, a força e a fragilidade das grandes paixões.



Arminda Manuela Santos
Adulta em Processo de RVCC de nível Secundário

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

"A Catedral do Mar", de Ildefonso Falcones




Para mim falar de um só livro não é tarefa fácil, pois tenho uma verdadeira adoração pela leitura e por inúmeros autores e outras tantas obras.
No entanto, decidi falar de um livro de que gostei muito e que me fez ler outros livros do mesmo género. Trata-se da obra “A Catedral do Mar” do espanhol Ildefonso Falcones.
Ler é viajar sem sair do lugar, é poder visitar locais e roteiros não disponíveis nos escaparates das agências de viagem. É o que acontece com este livro que nos leva numa viagem ao passado até plena Idade Média, retratando os costumes e modos de viver típicos daquela época histórica.
A acção decorre na cidade de Barcelona e conta a vida conturbada de Arnau Estanyol, tendo como pano de fundo a construção da Catedral de Santa Maria del Mar, a “igreja do povo”, que foi erguida com o dinheiro de uns e o esforço, muitas vezes, sobre-humano de outros.
É um livro fascinante e que tem todos os ingredientes para nos prender na sua leitura: intrigas, amor, ódio, traições e guerra numa época marcada pela intolerância religiosa, onde os tentáculos da Inquisição chegam a todos os cantos.
É uma verdadeira lição de história, que nos mostra por exemplo que a condição da mulher nem sempre foi aquela que conhecemos actualmente; que nos mostra como foi possível a construção de uma catedral sem os meios existentes hoje em dia.
E mais não digo… Embarquem nesta aventura. Verão que não conseguirão parar…
Fico a aguardar os vossos comentários!

Isabel Santos
Profissional RVC
CNO Forave